terça-feira, junho 19, 2007

Laurêncio from hell of the infernal carniça

Laurêncio era um ser muito insalubre, devido ao seu odor excessivamente fedido. Era um tipo de carniça ambulante, muitos evitam chegar muito perto dele por temerem sua carniça letal.
- Eita, Laurêncio! Um dia desses cê mata tudo nóis com essa carniça! - Reclamavam os amigos de trabalho do pobre Laurêncio.
Este tomava muito banho, não adiantava, seu fedor impregnado voltava dez minutos depois de ter terminado de se banhar. Depois de um tempo, percebeu que esse fedor não tinha cura, então, simplesmente deixou de ligar para isto.

Certo dia, fora fazer um exame, pois uma gripe forte o abateu, então foi até o médico.
Quem lhe atendeu foi a doutora Ana Paula, muito simpática, começou a fazer perguntas sobre o que sentia, e pediu para que tirasse a camiseta. Esta não esperava que a carniça lendária de Laurêncio impregnasse em todo seu consultório. Ela mal conseguia respirar, mas conseguia manter a postura, e depois de ter quase morrido devido ao fedor, mandou Laurêncio botar sua camiseta de volta, receitou-lhe alguns remédio, e ele foi embora.
Embora isso, a doutora tinha ficado estranha, estava com tontura, então trabalhou até a hora que deveria cumprir e foi para casa, lá, teve náuseas, tontura, e tossia muito. Ligou para as irmãs e disse o que acontecera, estas foram ampara-la.

Quando o dia raiou, viram Ana Paula jazer na cama, morta. Ficaram aterrorizadas pelo ocorrido, a notícia saiu em todos os jornais. Dias depois, suas irmãs morreram misteriosamente, e consecutivamente, a vizinhança começou a morrer, e logo, toda a cidade passara por uma epidemia da doença fatal. Em poucos meses, toda a América estava sob o domínio desta doença, e logo atravessaria os mares, e contaminaria toda a Europa e o Oriente Médio, e depois, a África, e a Ásia.
O que não sabiam os doutores, é que a doença tinha-se causado por uma combinação fatal do vírus da gripe com o suor de Laurêncio, que carregava seu fedor insalubre, fazendo então, um vírus mortal à toda humanidade. Em poucos anos, o mundo teria menos de um bilhão de habitantes, e ainda continuava a cair pela doença. Era o fim da humanidade. E Laurêncio ainda vivia, o único imune a esta doença. Laurêncio viveu, os humanos não.
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Obrigado por ler mais este conto, volto qualquer dia com mais um conto maneiríssimo. :)