quarta-feira, junho 13, 2007

Bruno malandro e sua família

Não encontrei nenhuma forma para começar este tópico, agora que já vi, já o comecei.
Primeiramente quero me desculpar pelos comentários dos dois posts atrás que foram perdidos. Isto se deu pela troca de sistema de comentários por um mais sexy que mais da metade da população mundial usa, o Haloscan. Espero que me desculpem, desde que continuem comentando, está tudo bem.
Em segundo, gostaria de parabenizar meu amigo Mephisto por feito aniversário e completado vinte e oito anos ontem, de fato, está velhíssimo para continuar assistindo Pokémon, mas que ele seja feliz. Como não tenho mais nada a avisar, vamos para o conto.

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Bruno era um garoto de nove anos, como todo garoto de nove anos, ele tinha um vídeogame. Seu vídeogame era o mais popular do bairro, não era o de última geração, mas todo o bairro achava muito maneiro o tal vídeogame. Bruno estava viciado no jogo do momento: Smash. Era um jogo de tiro em primeira pessoa, divertidíssimo, dizia Bruno. Como era de se esperar, ele jogava o jogo por consequência de todo o bairro estar jogando também, e depois de berrar muito para o pai, o pobre comprou o jogo para Bruno.

Bruno se divertia muito com o jogo, até que dois meses se passaram e lançaram Smash 2, uma réplica do seu antecessor, com "muito mais coisas", como dizia Bruno ao pai.
- Poxa, pai! Smash 2 é um jogo irado! Todo mundo do meu colégio já pediram pros seus pais comprarem pra eles! Por que o senhor não compra pra mim também, por que?
Bruno de fato acabava com a paciência de seu pai, mas o mesmo tentava manter-se calmo.
- Mas filho, não comprei a pouco tempo um jogo com o mesmo nome? O que este novo jogo tem de diferente do primeiro?
- Pai, você não tem idéia! Em comparação com Smash, o Smash 2 tem cinco novíssimas arenas de combate! Três novas armas, e sete novíssimos personagens jogáveis! - Bruno dizia de maneira que já tinha decorado todas as informações do jogo.
- Tudo bem, meu filho! Comprarei o teu jogo, mas apenas no fim de semana, quando o seu pai tiver recebido um pouco do salário, tudo bem?
O filho não poderia ter ficado mais eufórico com a notícia. Estava muito feliz, agora podia se sentir parte daquele grupo de amigos que conversavam sobre o jogo.

Por outro lado, o pai dava duro em seu trabalho. Com o fim de semana chegando, iria receber seu salário, e iria fazer seu filho feliz, isto que importava para ele. Não entendia porque cargas d'água teria que comprar um jogo com apenas algumas coisas novas, mas queria fazer seu filho feliz. Chegou o fim de semana, Bruno e o pai foram à loja de jogos eletrônicos, e lá, compraram o tal jogo. O filho saiu dançando da loja, e o pai também sentia-se contagiado pela felicidade do filho. Chegaram em casa, o filho almoçou e rapidamente foi ao vídeogame jogar. O pai acompanhou por algumas horas, parecia estar vendo a mesma cena que vira dois meses atrás, praticamente nada mudara, mas o filho estava feliz, então, nada mais importava.

Um dia, o filho levará uma advertência da escola para casa, dizia que tinha brigado violentamente na escola, o pai proibiu-lhe de jogar o novo jogo. O filho berrou, gritou, chorou, fez de tudo, mas não convenceu o pai a deixá-lo jogar. Então, numa noite, enquanto todos dormiam, Bruno foi silenciosamente a cozinha, pegou uma faca afiadíssima, e assasinou pai e mãe. Depois disso, sentia-se livre, parecia que tinha quebrado as correntes das ordens paternas, agora podia jogar seu videogame o quanto ele desejasse, então, foi para seu quarto, ligou o vídeogame, e lá ficou jogando.

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Obrigado por lerem mais este conto, e talvez amanhã eu volte com mais um. Comentem no novíssimo sistema de comentários e que sejamos felizes.